O herbário do Museu Botânico Municipal (MBM) é o quarto maior do Brasil e conta 420 mil espécies de plantas catalogadas.

Foto: GiPiragisZogaib
Tadeu Motta, biólogo do Museu Botânico Municipal, considera este o melhor trabalho do mundo.

Que a cultura não é estática é até algo fácil de compreender, afinal, estamos sempre nos adequando as novidades e as interações com outros povos. Mas por que a natureza deveria ser? Seria novamente uma dissintonia agirmos como ser fossemos “coisas” diferentes onde o homem prevalece sobre o meio e serve-se infinitamente.

O problema é a contribuição que o “desenvolvimento” humanopode dar à velocidade com que as coisas mudam na natureza. Todos os dias novasespécies são descobertas, na fauna e na flora. Outras talvez nunca iremosconhecer por falta de tempo ou por não conseguir enxergar, mas sem dúvida, éfundamental registrar o que já conhecemos. São fontes de pesquisa e de referênciasobre a evolução do planeta. Isto é um herbário.

O que é natural dita nossos costumes desde sempre. As plantas que nascem no outono não são as mesmas que nascem no verão. Mas sempre existirá beleza, cor, aromas e ciência em todas as estações. O meio nos serve tanto quanto servimos a ele, igualzinho ao que faz a cotia com as araucárias. Se ela e outros bichanos não enterrassem o pinhão e esquecesse onde colocou, não teríamos conhecido as florestas de árvores com forma de taça e madeira avermelhada.

Tadeu Motta, Biólogo do Museu Botânico Municipal, fala sobre a importância do olhar para compreender como devemos preservar o meio ambiente.
Assista a entrevista completa (em breve).

OUm herbário pode surgir como um hobby. Uma atividade de lazer que permite arquivar espécies encontradas na natureza, pelo simples desejo de conhecer. Até que um dia fique grande demais para caber na garagem de casa, como foi o caso do Gerdt Guenther Hatschbach (1923 – 2013), químico de formação e doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Paraná. Após quase perder tudo em um incêndio na sua garagem, os 18 mil exemplares salvos, em 1992, foram doados e deram origem ao quarto maior acervo de exsicatas do país. Hoje com 420 mil exemplares de espécies vivas e extintas catalogadas no Museu Botânico Municipal (MBM).

“Aqui podemos dizer: ola, eu mantenho uma coleção morta, de plantas que ainda estão vivas e que devem continuar vivas para as pessoas continuarem vivas também”, Tadeu Motta, biólogo do Museu Botânico Municipal.

Por este caráter científico, o herbário está sempre em expansão, afinal, cada coleta em campo traz uma novidade, por mais que você visite o mesmo metro quadrado milhares de vezes ao longo de anos, sempre existe o potencial de uma nova descoberta:

Tadeu Motta, Biólogo do Museu Botânico Municipal, explica a finalidade de um herbário.
Transcrição do áudio. (em breve)

Todos os dados do acervo estão disponibilizados para consulta no Reflora – vinculado ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O mais antigo exemplar no MBM é originário da Índia e foi coletado em 1936. Mas para conhecer este tesouro nacional, só com agendamentos especiais. Este é um setor de pesquisa e visitas precisam estar vinculadas a finalidades científicas, afinal, é um material muito delicado e único.

Tadeu Motta, trabalhou no Jardim Botânico de Curitiba logo que inaugurou em 1992. Após um período de trabalhando com assessoria e consultoria, foi Secretário do Meio Ambiente de alguns municípios do Paraná e Diretor de Recursos Hídricos e Saneamento, voltou ao Botânico em 2013 e como ele diz: “Por amor a camisa!”.

Assim como ele, o engenheiro agrônomo Maurício Dobjanski, também voltou a trabalhar no Botânico após um período distante. Ficou alguns anos no Horto Municipal do Guabirotuba até que retornou ao Botânico em novembro do ano passado. Ele é responsável pela manutenção de plantas nativas e cultivadas que dão beleza aos canteiros e a estufa e reconhece que o trabalho no Botânico não é meramente estético. A dedicação que ele emprega é por compreender a responsabilidade que seus esforços têm como parte de um processo de conscientização das pessoas sobre a preservação do meio ambiente. Ouça:

Maurício Dobjanski, Engenheiro Agrônomo do Jardim Botânico de Curitiba.
Transcrição do áudio. (em breve)

Os esforços de algumas pessoas empenhadas na preservação do meio ambiente podem instituir na consistência humana uma corresponsabilidade na preservação destas espécies como um tributo à vida da própria humanidade.

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SERVIÇO MUSEU BOTÂNICO MUNICIPAL
Herbário: (041) 3362-1800.
Email: herbariombm@smma.curitiba.pr.gov.br

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