Que os gases de efeito estufa são prejudiciais aos seres vivos não é mais novidade, mas o que a muitas pessoas desconhecem são as tecnologias que existem para tentar reverter os indicies de emissões.

Além das árvores, os responsáveis pela filtragem de mais da metade dos Gases de Efeito Estufa (GEEs) são minúsculos organismos, base alimentar marinha e de águas doces – os planctos. Acontece que, como já sabemos, os mares e rios não estão sendo bem conservados. Os plânctons são muito sensíveis a alterações em seus habitats. Isto significa que se eles ficarem ressentidos ou morrerem, toda vida que depende deles (incluindo nós) será prejudicada. Em águas poluídas por vazamento de óleo, por exemplo, as manchas impedem que os plânctons façam fotossíntese e, diminuindo a produção de oxigênio, os peixes e outros organismos morrem asfixiados.

Mas há algum tempo algumas ações estão ajudando a controlar os danos causados ao meio ambiente e afetam o clima: a preservação de florestas, reflorestamentos, desenvolvimento de tecnologias para controle de resíduos – lixo, diminuição de queima de combustíveis fósseis etc. São muitas as iniciativas que têm buscado um efetivo desenvolvimento sustentável. Ainda não estamos nem perto de conseguir alcançar um consenso mundial no sustentável dos recursos naturais, mas não podemos ignorar que tem muita gente tentando. 

Algumas tecnologias prometem realizar o papel de capturar gases de efeito estufa (GEEs) da atmosfera, são as Tecnologias de Emissões Negativas (NET). Alguns exemplos já são óbvios e conhecidos, como o reflorestamento, a arborização, agricultura favorável ao carbono, outros são alternativas ainda sob observação:

  • Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono (BECCs): uso de equipamentos para capturar o sequestrar o CO2 gerado pela biomassa ou biocombustíveis;
  • Intemperismo melhorado: aplicação de rochas de silicato trituradas nas superfícies do solo. Elas permitem absorver e ligar quimicamente o CO2;
  • Fertilização oceânica: solução da geoengenharia que consiste em distribuir ferro em áreas poluídas. O ferro irá estimular o crescimento de fitoplanctons e outros organismos aquáticos que irão sintetizar o CO2;
  • Captura direta de CO2 do ar ambiente: tecnologia desenvolvida para capturar o CO2 do ar projetando reações químicas projetadas.

Apesar se parecer a solução dos problemas causadores das mudanças climáticas, cientistas do Conselho Consultivo de Ciências das Academias Europeias (EASAC) dizem que estas alternativas têm um potencial limitado porque não são capazes de remover a quantidade necessária de CO2 da atmosfera em quantidade suficiente para gerar equilíbrio entre emissões e captura.